sábado, 15 de agosto de 2009

RELATORIO DAS OFICINAS

Relatório das oficinas

Com grande expectativa organizamos, coletivamente, o encontro do dia 04/08/09 para reiniciar os estudos do Gestar.
Os objetivos desse dia eram de motivar os cursistas e de colocá-los a par dos informes de Balneário Camboriu.
Nesse sentido, reunimos as quatro turmas e as boas vindas foram dadas pela coordenadora Teia. Com o propósito de levar um sentido de reunião, persistência e força ao grupo, passamos a mensagem “lição dos bambus”. A interação foi muito proveitosa.
Na sequência, fizemos uma abordagem sobre a troca de experiências relacionadas ao encontro de Camboriu. Diante de tantas experiência significativas elencamos as seguintes: a próxima sequência dos TPs e comentários dos conteúdos das respectivas unidades; o resultado da avaliação do curso durante a primeira fase e perspectiva do mesmo para o 2º semestre; a dinâmica do decalque inovando a produção textual do gênero biografia e autobiografia; socialização dessa dinâmica; resultados das expressões idiomáticas desenvolvidas a partir da linguagem verbal para não-verbal e a montagem de um portfólio.
Estimulados pelos relatos dos formadores, os cursistas concordaram em construir um portfólio, de incentivo distribuímos uma pasta a cada um. Para compor as primeiras páginas solicitamos que criassem um personagem utilizando a dinâmica do decalque e, em seguida escrevessem o seu memorial. A sugestão foi bem aceita.
Por estarmos trabalhando na construção do projeto, sugerimos aos cursistas a leitura de algumas referências bibliograficas como “Janelas na construção da Leitura”, de Ormezinda Maria Ribeiro, “Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos”, de Maria A.G Lopes Rossi, além do material de Teoria e Prática do Gestar.
O próximo encontro que efetivamente iniciaria os estudos do TP6 não se realizou. Esse e outros foram adiados em virtude da pandemia da Gripe A, pois o indice elevado de casos suspeitos em Tubarão levou as autoridades estaduais e municipais a suspenderem as aulas.
Em função dessa transferência de datas, encaminhamos atividades de leitura da unidade 21 e ampliando nossas referências, fazendo as observações necessárias para discutirmos nos futuros encontros.
Finalizamos as ações desse dia, apresentando o slide “Feliz resto de ano”.
Podemos perceber que os cursistas se entusiasmaram nessa retomada das atividades. E como todo novo compromisso gera novas responsabilidades a serem assumidas, encerramos a reunião certos do comprometimento do grupo com os trabalhos do curso, almejando a que essas novas práticas pedagogicas abram horizontes para que possamos contribuir com a melhoria da qualidade do ensinar e aprender.

Plano das atividades

Com o objetivo de executarmos um trabalho compartilhado, nos reunimos (formadores e coordenadora) uma vez por semana para organizar a pauta e as atividades de cada oficina, como também estudar as unidades dos TPs, ler e selecionar materiais extras que venham nos auxiliar no desenvolvimento dos conteúdos elencados nos TPs. Esse trabalho coletivo tem apresentado bons resultados, faz com que caminhamos unidos, nos fortalecendo diante de cada dificuldade.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MOMENTO INTERATIVO ENTRE FORMADORES E CURSISTAS

ESTUDOS DA PRIMEIRA FASE DO GESTAR II
CURSISTAS MUITO ATENTOS PARA EFETUAR UMA TRANSPOSIÇÃO DA LINGUAGEM VERBAL PARA NÃO-VERBAL









CURSISTAS E FORMADORES CONSTRUINDO CONHECIMENTO
TURMA DA ROSANGELA ... APRESENTAÇÕES DOS RESULTADOS









TURMA DO MARCÍLIO









TURMA DA PATRÍCIA


TURMA DA VALÉRIA








RELATÓRIO MENSAL TP5

RELATÓRIO REFLEXIVO TP5

Um pouco de cada cursista...
As linguagens dos diferentes estilos.
A diversidade fazendo de cada texto síntese da beleza de cada ser. Isso fez de nossos encontros presenciais oportunidades de desenvolver trabalhos em conjunto com as equipes de formadores e cursistas, e coordenadora.
Para aguçar nossos conhecimentos referentes a estilo e à coerência no domínio da linguagem, refletimos sobre a música “Metáfora” de Gilberto Gil. Analisamos a força contida nas palavras “meta” e “lata”.
Para “não se meta a exigir do poeta/que determine o conteúdo em sua lata”, nossos estudos prosseguiram com uma transposição da linguagem verbal para a não-verbal da música “Traduzir-se” na voz de Raimundo Fagner.
Como a articulação semântica do texto advém de inúmeros recursos linguísticos, a apresentação de imagens nos deram suporte para produzirmos textos de olho nos elementos coesivos.
E, com base nas músicas “Luar do Sertão” p. 140, “Passe em casa” p.156 e um vídeo dos “Melhores do Mundo” discutimos sobre os efeitos de sentido decorrentes do uso ou não de indicadores na construção da tessitura do texto.
A utilização dos recursos coesivos no texto, fazem-no bom, prendendo a atenção do leitor e assegurando sua coerência de sentido à intencionalidade do autor, a qual se manifesta no discurso.
Todas as etapas foram socializadas. Por meio da linguagem e de suas diversas formas de comunicação, cada grupo interagiu com sua maneira pessoal de expressar idéias e pensamentos. Juntos produzimos mais conhecimento.
Retornando a sala, cada turma com seu formador, partimos para as socializações dos “avançando na prática”. Momentos que permitiram troca de experiências e de materiais.
Lembramos que qualquer dificuldade no processo ensino e aprendizagem pode ser o fio condutor na construção do projeto.
Para o sucesso das atividades não presenciais, orientamos os cursistas conforme as sugestões dos cadernos. Isto é, estudo das unidades, marcando os aspectos significativos para reflexão, aplicação da lição de casa, apresentação dos resultados oralmente e por escrito, destacando os pontos marcantes obtidos.
Apesar da distância, o relacionamento com a formadora da UnB, professora Andréia, é proveitoso. Ela manda material, tira as dúvidas, encaminha trabalhos. Procura dar suporte para o cumprimento das tarefas. Dessa forma está colaborando para o sucesso de nosso desempenho e da implementação do programa.
No decorrer do curso, percebemos que os objetivos almejados vêm sendo atingidos. As cursistas estão mais estimuladas. Sentem-se gratificadas com os resultados das lições de casa e aprendizagem dos alunos. Os textos ligados às práticas sociais dos alunos fazem com quem os estudantes se sintam motivados, assim se envolvem mais nas atividades e aos poucos vão se apropriando do conhecimento.
Quanto ao programa Gestar, os resultados permitem concluir que as atividades são bem elaboradas e estão fazendo a diferença em sala de aula. A oportunidade dos cursistas construírem o conhecimento coletivamente é um dos aspectos relevantes do curso.
Em relação à auto-avaliação procuro instigar a turma para reflexão, levar outros suportes que contemplem os assuntos e diversificar a metodologia. É compensador ouvir os relatos, pois os cursistas transmitem uma energia contagiante. E sabemos o quanto é necessário nos contagiarmos com o mundo da leitura e da escrita.

domingo, 21 de junho de 2009

sábado, 20 de junho de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

RELATÓRIO REFLEXIVO

Ler e escrever não é fácil, ainda mais que estamos rodeados de todos os tipos de leitura. Como trabalhar não apenas leitura e sim as leituras que se apresentam em nosso dia-a-dia? Como explorar textos para buscar informações práticas, satisfazer curiosidades, informar-se sobre o que acontece no mundo, divertir-se, relacionar-se com as pessoas?
Textos...textos... Os trabalhos propostos pelo programa mostram um caminho inovador que leva a reflexão sobre o nosso fazer pedagógico. Estamos diante de um convite tentador. Tudo foi preparado com dedicação, expectativa e apoio da nossa coordenadora que sempre leva material para nos auxiliar. Diante de todo o planejamento o que mais sentimos dificuldades foi quanto à disponibilidade de recursos tecnológicos.
Chegou o dia , tudo que é novo causa medo, angústia, dúvida, indagação, insegurança. Esses foram os primeiros sentimentos manifestados quando apresentamos as propostas do Gestar II. Em seguida a coordenadora passou o vídeo “Conquistando o Impossível na Era do Gelo.” O vídeo traz uma mensagem com palavras que representam situações de nosso dia-a-dia. Palavras importantes que precisamos trabalhá-las para chegarmos aos nossos objetivos, assim aos poucos o clima de inquietação foi se dissipando, dando lugar ao interesse, ao “vamos ver”.
Nos primeiros encontros ficamos apreensivos com a desistência dos cursistas. Uns alegaram que o material é bom, mas requer tempo e dedicação. Outros por ser um curso muito extenso. Essas dificuldades não nos desistimularam.
O primeiro encontro iniciei com uma mensagem de Cora Coralina para refletirmos o porquê de estarmos ali. Na sequência confeccionamos crachás customizados e apliquei a técnica dos três nós (feita em Treze Tílias, com a profª Andreia) para nos conhecermos melhor, consequentemente tornar os encontros agradáveis e instigadores para os estudos. Estudamos o Guia Geral, discutimos e tiramos dúvidas sobre o material e as realizações das atividades. Aqui ficou clara a importância do comprometimento de cada um.
Em cada oficina, descobertas são feitas. Eu dou início, destacando aspectos significativos dos conteúdos. Também levo outros materiais e para os estudos a respeito de gênero textual, dividi a turma de cursistas em grupos e a partir da leitura de um texto, cada grupo fez uma produção escrita escolhendo determinado gênero para vender, comprar, roubar e tombar uma mesma casa.
A partir do poema “A Pesca” de Affonso Romano de Sant’Anna
, os grupos o reescreveram respeitando uma das seguintes tipologias textuais: injuntiva, dissertativa, narrativa. Os resultados foram surpreendentes.
Para unidades 11 e 12, tivemos a música “Um bom conselho” de Chico Buarque.
As revelações começam a surgir, como “gosto pelo material que traz teoria e prática”, “sugestões diversificadas”, “conhecimento de alguns conteúdos não vistos na caminhada universitária “força de vontade”, mas, também surgem colocações como “estamos sobrecarregados”, “carga horária cheia”, “dificuldade em concluir o ralatório das atividades por falta de tempo (os encontros são próximos)”. Apesar das dificuldades a turma é maravilhosa e carregam entusiasmo.
O momento da socialização das lições de casa é o mais esperado. Todos ficam atentos, anotam e perguntam sobre casa detalhe. Trazem e expõe trabalhos dos alunos que enriquecem os relatos. Mostram resultados interessantes, detectam as necessidades dos alunos e trabalham para superá-los.Essa troca de experiência está despertando um novo olhar para as práticas pedagógicas, pois muitas vezes o que falta é um ajuste entre as características do aluno e a metodologia proposta em sala de aula.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

MEMORIAL REFLEXIVO


Desde criança eu ouvia dizer: a única herança que os pais poderiam deixar aos seus filhos, sem perigo de falência, eram os estudos. E foram por esses caminhos que meus pais me educaram, sempre incentivando e priorizando os momentos de estudo.
Era adolescente quando o grande momento chegou. Vestibular. O primeiro passo para um futuro promissor foi dado. Iniciei a faculdade.
Faculdade... Quantos sonhos, quantos ideais, quantas buscas de mudança.
Eu era ainda muito jovem quando as portas do magistério se abriram em minha vida.
Tinha apenas dezoito anos quando me convidaram para substituir uma professora numa escolinha de um bairro mais afastado.
Ali eu dava os primeiros passos no caminho das LETRAS...
Eu estava no ultimo ano do curso quando prestei concurso público para o magistério. Um novo caminho começa a se abrir e os primeiros passos começam a ser dados.
Passar alguns anos distante da família e dos amigos foram momentos difíceis e de aprendizado, porém desta época guardo lembranças de olhinhos ávidos, curiosos e carinhosos que, assim como eu, percorriam longos trajetos nas manhãs geladas do Oeste Catarinense até chegar à escola.
Era o início de minha carreira profissional e, mesmo longe de casa, recebi o fundamental carinho dos novos amigos e colegas de trabalho e o apoio dos pais.
Com o passar dos anos, as leituras e a experiência me ajudaram a ver melhor a diferença das coisas, a construir novos conceitos, a considerar mais o contexto do aluno e da escola, ou seja, me ajudaram a errar menos.
Como nem só de trabalho vive o homem, também desfrutei do meu direito de diversão, fosse em reuniões com amigos, festas ou baladas. E, lá no Oeste estava meu futuro marido. Enfim, casei, tive uma filha e retornei para minha terra natal, onde vivemos até hoje.
Com a transferência pude dar continuidade aos trabalhos sem maiores problemas, pois pude contar com o apoio da família para cuidar de minha filha (cinco anos mais tarde tive minha segunda filha).
Era uma nova fase de adaptação: maternidade, casa nova, escola nova (alunos e colegas), mas o tempo tratou de ajeitar tudo.
Passei a trabalhar também com o ensino superior, onde encontrei alguns alunos do ensino médio dando continuidade aos estudos.
Isso me fez refletir sobre o número reduzido de alunos de escola pública ingressando na universidade (particular), haja vista a necessidade dos mesmos entrarem no mercado de trabalho ou por falta de recursos financeiros.
Talvez isso tenha contribuído para minha dedicação ainda maior aos alunos de escola pública.
O GESTAR é prova de que minhas energias estão sendo concentradas e conduzidas ao lugar certo, preparando aqueles que preparam nossas crianças e jovens, não só para o trabalho, mas para a vida. Criando oportunidades para cada vez mais criarmos novas oportunidades.